Somos nós mesmos os nossos primeiros ouvintes. Sempre estamos lá, podendo nos fazer companhia e dialogar sobre nossas primeiras impressões do mundo que nos abarca.
E podemos cultivar essa presença interna para que ela seja parceira, escutando o que a gente pensa e sente, validando esses afetos e também dialogando em busca de suprir as necessidades e amadurecer as emoções.
É aí que a sua auto-companhia nasce, na guiança amorosa das suas emoções. Na atitude de não se abandonar
Para começar a se conhecer é preciso se ouvir. E conversar, feito maluquice, conversar consigo mesmo. Frases como “eu acolho, mas me conta mais o que isso te fez sentir”, “o que te deu vontade de fazer?” e “o que você acha disso que pensou?” são sementes para cultivarmos essa auto-companhia de forma amorosa e buscadora.
Chamo de auto companhia aquela presença compassiva interna, que bate papo, se escuta e se acompanha. Que atravessa os desafios junto. Que busca se entender, mesmo que pareça não fazer sentido, mesmo que seja muito incômodo e doloroso. Que compreende que alguma parte em você precisa te dizer isto, alguma parte sua percebe assim aquela vivência. E depois de acolher seguir direcionando em companhia esses afetos, amadurecendo-os. Depois de acolher, agir em prol de seu bem-estar legítimo.
Nos processos sutis do desenvolvimento humano, o cabo de guerra não costuma funcionar. É preciso paciência e curiosidade para garimpar nossas motivações.
Cabe a nós estarmos presentes para nós mesmos e investigar como nos acompanhar para nos fazermos mais felizes e vivermos de forma mais autêntica
E aí agir, entregar e confiar
Confiar no amor que nos damos
A psicoterapia conduz o cultivo dessa auto-companhia amorosa e faz abrir espaços e ações no mundo a partir dela. Estou com a agenda aberta para novos agendamentos presenciais ou online.
Com carinho,
Louise Göransson